Guia do Foca

19 de novembro de 2009

Cirurgia para o reimplante dura seis horas

Filed under: Sem categoria — jorgecardoso @ 18:27

Eu estava pensando em qual profissional eu abordaria para termos um conteúdo dele para o nosso TCC. Dai me lembrei do Alexandre Gama, jornalista do Diário da Região. Eu não o conhecia pessoalmente, nem nunca tinha tido algum contato.

Inicialmente, mandei um e-mail para ele explicando sobre meu TCC, que eu e Jorge faríamos algo dizendo desde a pauta até a matéria pronta, passando pela entrevista, que era o foco do trabalho. Ele topou.

Peguei o telefone na mesma hora, e entrei em contato com ele. Foi assim que ele me contou dessa matéria, que tinha ganho um prêmio Esso de Jornalismo. Era tudo o que eu queria. Pedi então que ele me mandasse a matéria (no caso ele me mandou o link do site do jornal). Li, reli e então, voltei a falar com ele pelo telefone.

Fiz algumas perguntas, conversamos como foi a abordagem dele para conseguir a matéria e então, passei tudo para o papel. Foi uma forma simples e rápida de termos esse conteúdo. Mas, antes de organizar por escrito, a conversa foi bem informal, ocasional e  testemunhal.

Informal foi porque não tivemos agendamento de entrevista. Apenas por telefone e e-mail. Ocasional, porque nada foi planejado. Eu o abordei no local de trabalho dele. E testmunhal, porque ele me contou como foi o processo dele desde a pauta até a matéria.

Segue o link para a matéria

http://www.diarioweb.com.br/saude/corpo_noticia.asp?idCategoria=7&idNoticia=34879

 

E minha entrevista com ele

Quando surgiu o interesse em fazer essa matéria e como ela chegou à produção?
A reportagem foi combinada pelo então editor-chefe do Diário com o pessoal do HB. O combinado era que acompanharíamos o primeiro transplante que aparecesse. Assim que tivessem a informação de um órgão para Rio Preto eles nos avisariam. Foi o que aconteceu. Fui escalado para a reportagem meia hora antes do avião decolar. Nem sabia o que iria acontecer

Como foi o contato com a direção do hospital para que a equipe jornalística acompanhasse o caso?
O editor-chefe do jornal entrou em contato com o Hospital de Base e combinou como seria a reportagem.

Que tipo de equipamento vocês usaram durante a apuração ?
Eu usei um bloquinho e uma caneta, só, enquanto o fotógrafo tinha a máquina.

Quantas fontes foram necessárias para conseguir chegar ao caso?
 Apenas uma: o coordenador de transplantes do Hospital de Base.

Quais as fontes mais importantes e por quê? E como foi o relacionamento com essas fontes?
Os médicos, porque eles fizeram todo o procedimento. A relação foi a melhor possível. Eles nos atenderam e nos agüentaram por mais de 12 horas fazendo perguntas e nos explicando todos os procedimentos.

 E vocês puderam entrar no centro cirúrgico e questionaram durante a cirurgia?
Sim. Tudo foi questionado e também observado.

Quais foram as recomendações dos médicos?
 
Não fumar dentro do centro cirúrgico nem encostar em nenhum material, já que tudo é desinfetado e esterilizado para evitar infecções aos transplantados.

Em que momento entrevistaram alguém relacionado ao paciente?
A mãe do transplantado foi entrevistada no momento da cirurgia.

Notei que na matéria quase não eram utilizadas declarações dos médicos e envolvidos por quê?
Vai do estilo de cada jornalista e da matéria que ele está escrevendo. Não gosto muito de ficar reproduzindo falas, a não ser que sejam muito fortes e justifiquem as aspas. Prefiro o estilo narrativo em reportagens de fôlego.

Hoje, com mais alguns anos de profissão e experiência, vocês fariam algo diferente?
Acho que não. Depende do momento e das circunstâncias.

Como foi o processo de montagem da matéria?
Normal, como todas. Sentar e escrever.
 
Ficaram muitos detalhes sem serem contados em função da falta de espaço?
 Acho que não. Claro que se houvesse espaços, mais detalhes ou informações poderiam ser acrescentadas, mas nada de importante ficou de fora. É preciso saber se adaptar ao espaço. Resumir as informações, se necessário.

Quanto tempo levou para ser concluída a matéria desde a aceitação da pauta?
Um dia. Viajamos para Sorocaba no dia 26 de agosto de 2003 por volta das 15 horas. Chegamos a Rio Preto para o implante à meia-noite. A cirurgia de implante terminou no dia 27 às 6horas da manhã. Cheguei à redação às 15 horas do dia 27 e escrevi a reportagem, que foi publicada na edição do dia 28.
 
Desde a apuração, os repórteres tinham a vontade de concorrer ao premio com a matéria?
Não pensava nisso. Inscrevi o material sem qualquer pretensão. Foi realmente uma surpresa.

Em todo o processo de construção da matéria, qual na sua opinião é a fase mais importante?
Numa apuração como essa, em que o objetivo da reportagem era descrever um procedimento passo a passo, tudo é importante. Todos os detalhes contam e merecem ser registrados. Por isso, a observação foi fundamental. Senão, seria mais uma matéria comum sobre transplante de órgãos. O que deixou a reportagem interessante e diferente foram os detalhes e o passo a passo do procedimento descritos no texto e nas fotografias.

 

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